Cavaleiro de Copas (Knight of Cups, EUA, 2015) – Nota 5,5
Direção – Terrence Malick
Elenco – Christian Bale, Cate Blanchett, Natalie Portman, Brian Dennehy, Antonio Banderas, Freida Pinto, Wes Bentley, Isabel Lucas, Teresa Palmer, Imogen Poots, Armin Mueller Stahl, Cherry Jones.
Assistir a um filme de Terrence Malick é semelhante a discutir sobre a vida com um sujeito que tomou ayahuasca. É uma verdadeira viagem ao nada.
Nos anos setenta, o diretor se tornou cult com dois filmes marcantes: “Terra de Ninguém” e “Cinzas no Paraíso”. Após ficar vinte anos afastado do cinema, Malick ressurgiu no cultuado “Além da Linha Vermelha”.
A partir daí, seus trabalhos se mostraram cada vez mais complexos e simbólicos. São filmes quase sensoriais, em que personagens vagam pela tela e o espectador praticamente sente o sol, o vento, o frio e o cheiro através de belas imagens. Em todos, o espectador precisa ter paciência.
Neste “Cavaleiro de Copas” minha paciência foi curta. O filme segue a vida de um roteirista de cinema (Christian Bale) que divide seu tempo entre festas, viagens e relacionamentos com belas atrizes de Hollywood, ao mesmo tempo em que se mostra um sujeito apático e vazio.
Por mais que vários críticos façam análises filosóficas e aparentemente profundas sobre o longa, na verdade a obra se resume a uma coletânea de belas imagens que despertam sono no espectador.
O citado “Além da Linha Vermelha” e o posterior “Árvore da Vida” eram filmes longos e pretensiosos, mas ao mesmo tempo apresentavam histórias e personagens interessantes, diferente deste cansativo “Cavaleiro de Copas”.


0 Yorumlar